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Medalhões de lombo com batatas assadas

Postado por Educação Ativa quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Essa é uma receita ideal, para o fim de ano.
Combina beleza, praticidade e sabor em um só prato.
Apesar do leitão ser a estrela do fim de ano, o medalhão de lombo ocupa com maestria o seu lugar.
Além de porções individuais, essa receita traz batatas assadas, uva passa caramelizada com vinho branco, e um delicioso recheio de ameixa seca, damascos e requeijão.
Vamos então ao seu preparo.

Ingredientes: para 2 porções (ou 4 medalhões)




  • 300 gr de lombo suíno
  • 200 gr de mini batatas (cortadas ao meio) 
  • 50 gr de passas
  • 50 gr de ameixa seca sem caroço
  • 50 gr de damascos secos
  • 100 gr de requeijão
  • 100 ml de vinho branco seco
  • sal e pimenta branca á gosto
Preparo:
Vamos começar abrindo o lombo lateralmente, como se estivesse desenrolando um rocambole ou uma bobina.
Para isso use uma faca com corte fino, e vá abrindo o lombo lateralmente, aos poucos e sempre mantendo a fatia fina.
Tome cuidado para não se machucar com a faca!
Agora que você já abriu o lombo , ele provavelmente está parecendo uma folha de papel aberta.
Tempere com sal e pimenta e deixe de lado por enquanto.
Pique as ameixas, os damascos e junte tudo ao requeijão, mexendo bem para formar uma pasta.
Espalhe esta pasta, uniformemente sobre o lombo.
Agora com cuidado, volte a enrolar o lombo, tomando o cuidado para o recheio não escapar pelas laterais.
Com a ajuda de uma faca, você vai dividir o seu rocambole de lombo em quatro porções iguais.
Agora com a ajuda de uma linha ou de palitos de dente, prenda fortemente os quatro medalhões que se formaram.
A amarração serve para manter os medalhões enrolados durante a sua fritura.
Aqueça uma frigideira ou panela rasa, e acrescente algumas gotas de óleo.
Coloque os medalhões para fritar em fogo médio, sempre alternado os lados do mesmo.
Enquanto isso, coloque as batatas para assarem em forno com temperatura de 160 graus, por mais ou menos 10 minutos.
Não esqueça de temperar as batatas, de preferência com pouco sal e uma pitada de pimenta.
Assim que os medalhões estiverem fritos, retire-os da frigideira e mantenha-os em local aquecido.
Escorra o excesso de óleo da frigideira, junte o vinho e volte ao fogo médio.
Assim que o vinho começar a ferver, junte as passas e espere reduzir  pela metade.
Coloque o lombo dentro dessa redução por 2 minutos e monte o prato.

Montagem:
Centralize os dois medalhões de lombo, ao redor coloque as batatas e sobre os medalhões regue o caldo que se formou com a redução do vinho e das passas.
Bom apetite!



                                                                  Experimente também
                                                                  Feijoada do Catarina



Frango xadrêz

Postado por Educação Ativa segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Uma das receitas Chinesas, mais apreciadas pelos Brasileiros é sem dúvida o "frango xadrêz.
Talvez pelo sabor diferenciado que o shoyu lhe empresta, talvez por ser uma receita com grande quantidade de nutrientes, ou simplesmente pelo fato de ser de fácil preparo.
O nome dado ao prato, com certeza deve ser pelo fato dos legumes, e do próprio frango serem em formatos de cubos, já que o nome original não tem nada a ver com o dado a receita no Brasil.
Acredita-se, que seja originária da província de Sichuan, onde existe uma receita muito antiga, e muito parecida.
Lá nesta província, ela recebe o nome de "gong bao" .
Muitos também acreditam, que o frango xadrêz, nada mais é do que uma versão abrasileirada do famoso "chop suey" .
Mas deixando de lado sua origem, o interessante da receita é que ela pode ser preparada de várias formas, com ou sem brotos, legumes, pimentões, cebola ou amendoim, depende da casa onde é preparada, do desejo do cliente, e até mesmo da facilidade em encontrar um ou outro ingrediente.
Mas dois ingredientes são fundamentais, o frango e o molho shoyu.
Vamos então ao preparo:

Ingredientes: para 2 porções
  • 200 gr de peito de frango (em cubos)
  • 50 gr de cebolas (em pétalas)
  • i dente de alho picado
  • 50 gr de pimentão vermelho (em cubos)
  • 50 gr de pimentão verde (em cubos)
  • 50 gr de amendoim torrado
  • 300 ml de água
  • 150 ml de shoyu
  • 50 gr de amido de milho (maizena)
  • 30 ml de óleo de gergelim
  • sal e pimenta á gosto
Preparo:

Primeiramente, tempere o frango com sal e pimenta branca.
Dilua o shoyu e o amido na água e deixe na espera.
Aqueça o óleo em uma "wok" ou frigideira não muito rasa.
Com o fogo em temperatura média, leve primeiro o frango para fritar.
Assim que o frango estiver frito, junte o alho, a cebola e logo após, os pimentões.
Quando os legumes e temperos estiverem bem murchos, junte a  mistura de shoyu e amido diluídos em água, sempre aos poucos, até o molho encorpar e ficar com um aspecto aveludado.
Retire o preparo do fogo, acerte o sal, a pimenta e acrescente então o amendoim torrado e se desejar tempero verde.
O acompanhamento ideal é arroz branco, bom apetite!

                                                                    Experimente também
                                                                     Lombinho agridoce

Argumentação e texto: wanderchef
                                           
                                                                                                                                  

Ratatouille de camarões com anéis de lula e polvo.

Postado por Educação Ativa quinta-feira, 15 de dezembro de 2011



Não faz muito tempo, um certo filme infantil apareceu nas telas do mundo inteiro e se tornou um sucesso fenomenal.
Neste filme, um certo ratinho?..isso mesmo um certo ratinho com ambições gastronômicas apresentou  ao público, uma receita quase que desconhecida para a maioria dos mortais, essa receita se chamava "ratatouille".
De origem Francesa do século XVII, percebe-se claramente a influência das cozinhas Espanholas e Italianas nos ingredientes da receita.
Por falar em ingredientes, os principais são a beringela, a abobrinha e o tomate, que de forma alguma podem faltar.
O nome ratatouille, pode se referir tanto a "picar e triturar", quanto a "ragú de beringelas".
O que poucos sabem, é que ao redor de todo o mundo gastronômico, surgiu uma ambição quase que anormal, em fazer uma releitura do prato.
E assim de uma hora para outra apareceram milhares de versões para a agora conhecida receita.
E pra falar a verdade, a maioria delas surpreende, não só pela beleza mas também pela combinação de aromas e sabores, transformando uma receita simples em algo realmente belo e digno de ser chamado de arte culinária.
Resisti o máximo que pude, mas me rendi, e hoje apresento a vocês a minha releitura da agora famosa "ratatouille".


Ingredientes:

  • 4 camarões rosa "gg" ou de um tamanho generoso
  • 50 gr de lulas em anéis 
  • 50 gr de tentáculos de polvo em cubos (já cozidos)
  • 30 gr de abobrinha verde em cubos
  • 30 gr de cenoura  em cubos (cozidas al dente)
  • 30 gr de ramos de brócolis
  • 30 gr de tomates em cubos
  • 30 gr de beringelas em cubos
  • 20 ml de azeite de oliva 
  • 30 gr de manteiga
  • sal e pimenta branca á gosto
Preparo:

Tempere os camarões com sal e pimenta branca.
Aqueça o azeite de oliva em uma frigideira rasa, com o fogo em chama média.
Assim que aquecer coloque os camarões para selarem.
Em seguida acrescente a lula para que também comece a selar.
Agora que os camarões e a lula já estão selados, junte os cubos de polvo já cozidos.
Escorra o excesso de óleo, e volte com a frigideira para o fogo.
Junte agora, primeiro a abobrinha em cubos e espere dourar.
Depois junte a beringela a  cenoura e o tomate em cubos.
Acerte o sal dos legumes neste momento.
Por último abra um espaço no meio da frigideira e adicione a manteiga para derreter e encorporar os sabores diversos.
Para montagem escolha um prato raso e disponha A ratatouille da seguinte forma:
Comece com um camarão, e um pouco da mistura de legumes e frutos do mar.
Depois mais um camarão e mais legumes, e assim sucessivamente, sempre um por cima do outro.
Para finalizar, derreta um pouco de manteiga, com uma pitada de cúrcuma ou açafrão, e regue sobre a montagem.

Rendimento: 1 porção

Argumentação e texto : Wanderchef

Biscoitos de natal

Postado por Educação Ativa quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Assim como a páscoa, o natal é cercado de tradições e lembranças agradáveis.
Festas, alegria, nascimento de Jesus, reencontros e desencontros, enfim, uma data realmente cheia de particularidades.
E o interessante, é que cada pessoa tem a sua história, ou a sua lembrança particular para contar.
Eu por exemplo tenho uma especial....
Quando era ainda garoto, diferente dos outros meninos, o que me causava anseio não era a chegada do papai noel, e junto dele os presentes.
O que me fascinava e ainda me causa água na boca, era o aroma que vinha da cozinha, quando minha avó preparava aqueles deliciosos biscoitos natalinos.
Sempre que eu podia, dava um jeito de surrupiar algum, mesmo sabendo que seria severamente repreendido.
Me lembro bem que ela usava açúcares coloridos, o que deixava aqueles biscoitos de vários formatos e desenhos ainda mais bonitos e desejáveis.
Tentei de várias formas, depois de me tornar um chef, descobrir ou encontrar perdida em algum rabisco a sua receita, mas infelizmente, dona "Vina" guardou tudo a sete chaves.... dentro da sua cabecinha!'
Há pouco tempo, recebi de uma senhora já de idade esta receita.
Diferente da receita que minha avó preparava, esta não leva o tal do"sal amoníaco", mas também nos contempla com um biscoito muito delicioso e com aroma surpreendente.
O preparo da massa, causa um certo desconforto no começo, visto que há a necessidade de usar um pouco de força nos braços, mas o resultado final é compensador.
Lembre-se porém que, quanto mais fina a massa, mais crocante o biscoito.
Quanto mais grossa a massa, mais suculento o biscoito.
Além disso, você pode torná-lo um pouco mais amanteigado, bastando apenas aumentar a quantidade de manteiga, mas sem exagero.
O mesmo acontece com a essência de baunilha, não exagere!
Vamos então a nossa receita.


Ingredientes: para os biscoitos.

  • 600 gr de farinha de trigo
  • 4 ovos
  • 350 gr de açúcar
  • Açúcar confeitado ou confeitos (á gosto)
  • 200 gr de manteiga (em temperatura ambiente)
  • 1 colher (chá) fermento em pó químico (royal)
  • Essência de baunilha (á gosto)
Ingredientes: para o glacê.
  • 2 claras 
  • 200 gr de açúcar
Preparo:
Se quiser primeiramente, bata a manteiga com o açúcar na batedeira, ou então faça assim...
Em um recipiente não muito raso, vá juntando, o trigo depois o açúcar, a manteiga, os ovos e por último o fermento.
Com as suas mãos, vá misturando os ingredientes pacientemente.
Essa massa grudenta do começo, logo irá se transformar em uma massa lisa e homogenia, basta que você mexa e tenha paciência.
Não esqueça, de nesta hora misturar algumas gotas de essência de baunilha, que é o que vai dar o aroma e um sabor especial.
Se necessário, acrescente um pouco mais de trigo.
Após a massa chegar a um ponto de lisa e quase compacta, leve-a para descansar em local resfriado por uns 10 minutos.
Enfarinhe uma mesa ou bancada, e novamente mexa a massa  até sentir que ela está bem "sovada".
Com a ajuda de um cilindro ou rolo, estique a massa até chegar ao ponto desejado.
Se você tiver forminhas de desenhos, corte -a no formato do desenho.
Se não tiver as forminhas, use a borda de um copo, para fazer meia-luas ou círculos.
Coloque os biscoitos em uma forma para assar, dando espaço suficiente para que não grudem um ao outro.
Não há necessidade de untar a forma.
O tempo médio, é de 15 minutos a 170 graus, mas fique atento para que o biscoito não fique torrado.
Enquanto isso prepare o glacê:
Misture bem o açúcar e as claras e leve a mistura para dar uma leve aquecida em uma panela.
Tome cuidado para não deixar ferver.
Leve esta mistura para a batedeira, e deixe chegar ao ponto de picos firmes.
Voltamos então para os biscoitos.
Reti-reos do forno, pincele ou espalhe o glacê sobre o biscoito, e salpique açúcar confeitado ou o confeito de sua preferência sobre o mesmo.
O ideal, é esperar de um dia para o outro até o glacê secar, para então guardar os biscoitos em uma lata ou pote sempre bem fechado, para que o biscoito continue crocante.

Rendimento: mais ou menos 4 dúzias, dependendo do tamanho das forminhas.


Argumentação e textoWanderchef.

Receita de macarons

Postado por Educação Ativa segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Não há como não se surpreender com beleza, o charme e o sabor dos macarons.
Multi colorido e em várias versões, este doce quase que desconhecido a alguns anos atrás, está ganhando fama e admiradores por toda a parte a exemplo dos cupcakes.
Sua origem, assim como a de toda receita famosa, é reclamada por várias cidades e regiões, cada uma com um certo romantismo cercando a descoberta da receita.
Na região de Lorraine, conta-se a história de duas freiras da ordem de"Dames du Saint-Sacrement" que devido a uma rígida dieta imposta por suas superioras acabaram inventando o doce.
Na região de Montmorillon, existe uma padaria com uma receita que não é modificada á 150 anos.
A Larousse Gastronomique, cita a criação como sendo de 1971 por senhoras em um convento perto de Cormery.
E apesar de tantas histórias assim, o mais provável, é que a receita tenha vindo junto com Catarina De Médici e seus cozinheiros, quando esta se casou com Henrique II da França, no ano de 1553.
Ao que tudo indica, deve ser mesmo esta a origem, já que o nome macaron deriva de"maccherone", palavra italiana.
No ano de 1830, Pierre Desfontaines (Ladurré Pâtisserie), teve a brilhante idéia de juntar os dois discos de merengue de amêndoas e recheá-los, tornando assim os macarons casados, como os conhecemos hoje em dia.
Vamos então a nossa receita.

Ingredientes: para a massa (30 unidades)
  • 45 gr de açúcar refinado
  • 300 gr de açúcar de confeiteiro
  • 140 gr de farinha de amêndoas ou castanhas de caju
  • 60 gr de chocolate em pó
  • 20 gr de farinha de trigo
  • 5 claras de ovos
  • 30 gotas de corante vermelho ou marrom.
  • Folha de papel manteiga
Ingredientes: para o recheio de ganache
  • 200gr de chocolate ao leite
  • 60 ml de creme de leite fresco (nata)
Preparo:

Peneire o chocolate em pó  a farinha de amêndoas e a farinha de trigo, eliminando as partes não finas.
Leve as claras, junto com o açúcar refinado  para dar uma leve aquecida em fogo médio ,tomando o cuidado para misturar bem.
Leve ainda quente para  bater em velocidade média,juntando o açúcar de confeiteiro a mistura anterior até formar picos firmes.
Um pouco antes de desligar a batedeira, acrescente o corante de sua preferência.
Após desligar a batedeira, acrescente cuidadosamente, a mistura de chocolate em pó, farinhas,  e chocolate ao merengue, sempre com cuidado pára a massa continuar aerada.
Coloque a massa em um saco de confeiteiro, com um bico liso.
Em uma forma coberta com folha de papel manteiga, disponha as 60 bolinhas de massa, que vamos usar para os 30 macarons.
Tome o cuidado de deixar espaço suficiente para as bolinhas não grudarem uma na outra.
Deixe a massa descansar por 20 minutos, tempo suficiente para as bolinhas se transformarem em discos achatados.
Enquanto isso coloque o forno para pré aquecer a 170 graus.
Assim que colocar os discos para assar, diminua a temperatura para 130 graus, e mantenha o forno entre-aberto, com a ajuda de algum utensílio, por 20 minutos.
Retire os discos do forno, espere esfriar e retire-os com cuidado da assadeira.
Para o recheio, derreta o chocolate no micro-ondas ou em banho-maria, juntando em seguida o creme de leite.
Você ainda pode recheá-los com doce de leite, geléias e tudo aquilo que seu paladar e conhecimento permitirem.
Bom apetite!!!!!!!!!!


                                                                   Experimente também
                                                                  Cupcake de chocolate                  

Feijoada do "Catarina"

Postado por Educação Ativa sexta-feira, 8 de julho de 2011


Hoje para nossos leitores, a feijoada do "Catarina"ou do"Catarinense".
A maioria dos restaurantes, prefere serví-la no inverno, afinal uma receita assim tão "pesada" não cai muito bem no verão, apesar de isso não impedir que alguns verdadeiros "heróis" a consumam na mais quente das estações.
Feijoada!!!!!
Impossível não ligá-la a cultura Brasileira e a antiga ideia, de que nasceu em meio as
senzalas e a  escravidão.
Porém, alguns historiadores rebatem esta ideia.
Segundo eles a nossa "feijoada", seria na verdade uma versão mais encorpada, de uma antiga receita Portuguesa, preparada até hoje na  região de Trás os montes.
Mesmo não sendo preparada com o nosso famoso feijão preto, os historiadores ainda acreditam, que essa mesma receita Portuguesa, tenha algum tipo de ligação com a criação da "cassoulet" Francesa  preparada com feijão branco, da "casserola" Italiana e do "cozido madrilenho" Espanhol, preparados com grão de bico.
Assim que chegaram, os Portugueses trouxeram hábitos alimentares da terra natal e entre eles o de preparo da receita, introduzindo a alimentação aos escravos, que ao contrário do que sempre pensamos, não comiam tão mal assim.
No Brasil, acreditam que realmente os escravos chegaram a preparar algo parecido, e não somente eles, mas também os nobres, pois acreditam que alguns dos ingredientes usados na época (fígado, língua, rim e tripas  de porco) eram consideradas iguarias pela nobreza.
Acreditam os historiadores, que por serem a "base da economia", os escravos não poderiam ser mal alimentados, pois isso lhe causaria prejuízos.
Mas foi no século no final do século XIX, que a feijoada como a conhecemos hoje, se tornou famosa.
Tudo graças ao "Mestre Lobo", proprietário do G.lobo, famoso comércio da rua General Câmara, que mais tarde foi fechado.
Outra cozinheira que se tornou famosa pelo seu preparo e ajudou a receita a se popularizar em todo o Brasil, foi "Tia Ciata", mãe de santo e grande conhecida no meio folclórico carioca do início do século XX.
Depois de tanta informação, só nos resta preparar uma bela feijoada, aqui para 70 pessoas, o que é um número razoável de preparo.
se precisar diminua, ou aumente a quantidade conforme o número de pessoas, 
Bom apetite!


Feijoada para 70 pessoas.



Ingredientes: (carnes)
  • 4,5 kg de charque (carne seca)
  • 1,5 kg de torresminho (opcional)
  • 2,5 kg de costelinha suína ripa frescal
  • 2,0 kg de costelinha suína ripa defumada
  • 2,5 kg de paio
  • 2,5 de linguiça mista defumada
  • 2,5 kg de calabresa
  • 2,5 kg de lombo suíno 
  • 2.5 kg de lombo suíno defumado
  • 1,5 de orelha de porco (limpa)
  • 1,0 kg de rabo de porco
  • 2,5 de pé de porco (cortado em 4 partes verticais)
  • 5,0 kg de bisteca fina (mais ou menos 80 gr ou 70 pdçs)
  • 1 ovo por pessoa
Ingredientes: (acompanhamentos)
  • 2 kg de couve-mineira (em finas fatias)
  • 2 kg de farinha de mandioca
  • 1 banana por pessoa para fritar (empanadas com farinha de rosca)
  • 10 kg de feijão (escolhido e lavado)
  • 1 mç salsinha (picada)
  • 1 mç de cebolinha (picada)
  • 1 kg de cebola (picada)
  • 100 gr de alho (triturado)
  • sal
  • 200 ml de  vinagre (para a couve)
  • 900 ml  de óleo de soja (para as frituras)
Preparo:
No dia anterior, escolha o feijão, lave-o e coloque de molho.
Coloque o charque de molho em água, e troque de 6 em 6 horas.
Coloque uma panela de água para ferver, e dê uma leve fervida nas linguiças.
Em seguida coloque o charque e os defumados, nesta mesma água,  para retirar um pouco do sal.
Coloque 7 kg de feijão para cozinhar separados, sem carne, só com a metade do alho e cebola picados.

Nos outros kg coloque para ferver, primeiro  a charque  até cozinhar, depois os defumados
as linguiças e por último os miúdos (orelha, pé e rabo).
Assim que as carnes estiverem frias, corte-as de acordo com o número de convidados.
Misture  o feijão das carnes, com o feijão sem carne.
Acerte o sal, junte o restante do alho e cebola picados e já refogados,e separe um pouco deste feijão para o caldinho.
Por último, junte as carnes, espere levantar fervura e junte o cheiro verde (salsinha e cebolinha).
Sirva com, bisteca frita, ovo frito, arroz branco, aipim frito, couve refogada e farinha, além é claro de saladas frescas (repolho, alface, tomate).
Como sobremesa laranja


Argumentação e texto: Wanderchef      

Tom Collins cocktail

Postado por Educação Ativa terça-feira, 5 de julho de 2011



Sobre a história por tráz da  criação do "Tom Collins cocktail"existe uma romântica e até poética história.
Conta-se que a criação é de um barman chamado John Collins, que no ano de 1890 trabalhava no hotel Limmer`s.
A quem quisesse experimentar o caquetél, propunha algo inusitado... recitava lindos versos de poetas do Reino Unido.
Não se sabe ao certo, se a bebida se popularizou por causa dos poemas ou da então, desconhecida "mistura", oferecida por Collins.
Conta-se ainda que naquele tempo, o gim elaborado no Reino Unido, obedecia ao processo Genever ou Holandês de fabricação e uma das marcas mais consumidas, tinha o nome de "Old Tom", de onde se acredita emprestou-se uma parte do nome do novo cocktail.
Porém os menos românticos Americanos rebatem essa história, dizendo que já no ano de 1878, servia-se em Nova Yorque, uma bebida com o mesmo nome, e citam como prova um livro lançado neste mesmo ano, onde já aparecia a receita.
O nome do livro era "The modern bartender's guide" ou o guia do bartender moderno.
Romantismo ou ceticismo, o importante para nós é a receita, por isso vamos a ela.


Ingredientes:

  • 40 ml de gim
  • 30 ml de suco de limão
  • 80 ml de água com gás
  • 1 colher (chá) açúcar
  • gelo
  • casaca de 1 laranja
  • 1 cereja (com talo)
Preparo:
Misture  o limão,o gim e o açúcar em uma coqueteleira. 
Encha um copo Collins com gelo, despeje a mistura da coqueteleira e complete com água com gás.

Argumentação e texto: Wanderchef                                                                                                                                                                                    

Margarita cocktail

Postado por Educação Ativa domingo, 3 de julho de 2011



Não são poucas, as histórias em torno da verdadeira origem da, ou do  Margarita, e também da forma como se tornou tão popular e conhecida em todo o mundo.
Mas a maioria dos apreciadores deste coquetél  preferem ligar a sua criação a mais romântica das explicações, ambientada no México de 1948.
Segundo eles, uma socialite americana radicada na região de Acapulco, foi confrontada com a ideia de servir em sua casa noturna uma nova criação, digna de ser apresentada ao paladar refinado dos famosos frequentadores, entre eles..........Lana Turner, Fred Mac Murray, Nick Hilton, John Wayne, entre outros famosos Hollywoodianos.
Margarita Sames, não teve dúvidas.....
Decidiu-se em oferecer aos seus famosos clientes, uma "mistura" que habitualmente preparava para si.
A mistura não poderia ser outra, Tequila (bebida Mexicana, preparada com um destilado a base  de agave azul) e Triple Sec, provavelmente Curaçau (bebida Caribenha, preparada com um destilado a base de  cascas de laranja), ou Cointreau, adicionando ainda, suco de limão e sal lardeando a borda do copo.
O sucesso foi tanto, que a receita acabou se tornando conhecida, e preparada por todos os barmens da região, e em homenagem a criadora, o coquetél recebeu seu nome.
Mas a verdadeira prova, de que aquele drink, não foi uma criação comum, aconteceu após a copa do mundo de 1970, quando os seus apreciadores espalharam a receita, aos quatro cantos do mundo.
Vamos então ao preparo da nossa receita.


Ingredientes :
  • 40 ml de Tequila 
  • 20 ml de Curaçau ou Cointreau
  • 10 ml de suco de limão
  • sal
  • gelo
Preparo:
Junte a Tequila, o Cointreau e o gelo em uma coqueteleira, e mexa bem.
Circunde a borda de uma taça,de preferência short drink, com a polpa de um limão.
Coloque um pouco de sal em um prato, e passe a borda da taça neste sal, formando assim uma crosta de sal e limão, ao redor da borda.
Coe a mistura, despejando-a dentro da taça e está pronto seu coquetél.



Argumentação e texto: Wanderchef              

Manhattan cocktail

Postado por Educação Ativa quinta-feira, 30 de junho de 2011



Um dos mais antigos e apreciados coquetéis do mundo, o Manhattan foi provavelmente criado por Lain Marshall, no ano de 1870 , enquanto participava de uma recepção, oferecida ao então candidato a presidente, Samuel Tilden.
Segundo contam, alguns românticos apreciadores do coquetél, Lain teve a idéia de misturar Whiskey, com Vermouth e Angostura (um concentrado de extratos vegetais), e gostou tanto que saiu oferecendo aos convidados.
O resultado, foi que os convidados da recepção gostaram tanto, que não demorou muito para que voltassem ao Clube de Manhattan, local da recepção e da criação do coquetél, que desde então, em sua homenagem, tem este nome..Manhattan.
Segundo os profissionais da área, o preparo ideal é com o Rye Whiskey (whisky de centeio) ou no máximo, um Canadian Whisky, sempre com o Vermouth Seco e a Angostura.
Ao longo do tempo, o coquetél foi sofrendo modificações, e os seus apreciadores foram  trocando os ingredientes originais, pelos similares  de sua preferência.
Mas nem isso fez seu sucesso diminuir, muito pelo contrário, afinal dificilmente encontraremos um barman que jamais o tenha preparado.
Vamos então a nossa receita.

Ingredientes:
  • 3 doses de Rye Whiskye ou Canadian Whisky 
  • 1 dose Vermouth (rossso)
  • 5 gotas de Angostura
  • 1 cereja (com talo)
  • gelo
Preparo:
Dentro de um mixing glass ou de uma taça maior, coloque na sequência, as gotas de Angostura, o Whisky e o Vermouth.
Dê uma leve misturada com uma bailarina ou colher de vidro,  e com a ajuda da peneira, coloque em taça, já com a cereja ao fundo.
Lembre-se que o preparo deve ser rápido, para que o gelo não derreta demais, e muita água acabe se misturando a bebida.
Saúde.


Texto e argumentação: Wanderchef                               

Vídeo Receita de Camarões Caramelizados com Perfume de Especiarias

Postado por Educação Ativa quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vídeo Receita premiada pelo portal " + que receitas "
Camarão caramelizado em açúcar com especiarias, sobre uma deliciosa combinação de  arroz de cereais com mousseline de mandioquinha.






                                                                                                             
                                                                                                       

Cupcake de Chocolate

Postado por Educação Ativa quinta-feira, 23 de junho de 2011


Originário do Reino Unido, os Cupcakes, se tornaram uma febre mundial.
Talvez até tenha demorado, já que são fáceis de se preparar e servir.
Assados a princípio em pequenas xícaras de chá, e até mesmo em ramequinhas, hoje com a técnica mais desenvolvida e materiais mais modernos, costuma-se assá-los em pequenas forminhas, de papel ou alumínio, próprias para serem servidas.
Acredita-se que as  primeiras citações de tais doces, em edições especiais, foram encontradas no livro "Culinária Americana" escrito por Amelia Simms, onde era descrito a receita de um bolo que era assado em uma xícara.
Também conhecido pelos ingleses, como "bolo de fadas" o cupcake pode receber uma variedade imensa de recheios e coberturas, além de serem preparados com os mais diversos ingredientes, o que possibilita uma infinidade de criações, a partir de uma receita básica de bolo.
Vamos então ao preparo de nosso doce.


Ingredientes:
  • 260 gr de farinha de trigo (peneirada)
  • 160 gr de açúcar
  • 80 gr de margarina (sem sal)
  • 180 gr de achocolatado em pó (nescau)
  • 4 ovos
  • 200 ml de leite integral
  • 1 colher de sopa de fermento em pó químico (royal)
  • 250 gr de chocolate (ao leite) em gotas ou pequenos pedaços.

Cobertura:
  • 200 gr de raspas de chocolate ao leite
  • 200 gr de leite condensado cozido com 100 gr de achocolatado em pó

Preparo:

Leve para bater em velocidade média, a margarina e o açúcar, até começar a tomar uma tonalidade embranquecida.
Em seguida acrescente o achocolatado em pó, os ovos, o fermento, o leite e por último a farinha de trigo (peneirada) aos poucos para não engrumar.
Procure alternar o leite com o trigo, sempre aos poucos, e sempre batendo.
Assim que tomar uma textura aveludada, está bom.
Neste momento, misture o chocolate em gotas ou picado e mexa bem.
Divida as forminhas em uma assadeira, dando espaço suficiente entre elas.
Como o seu bolo vai crescer, não é necessário encher completamente a forma, talvez 60 %, seja o bastante.
Leve ao forno pré aquecido, 180 graus, por mais ou menos 20 minutos, ou até estarem crescidos e assados.
Enquanto o bolinho assa, comece a preparar a cobertura.
Para cozer o leite condensado, coloque a lata em uma panela, cubra completamente com água, e coloque para ferver por 1 hora, sempre repondo a água que vai evaporar.
Depois retire-a da água e espere esfriar, para então abrir a lata e misturar o chocolatado em pó.
Se desejar, já existe pronto para comprar em qualquer mercado
Retire os bolinhos do forno, espere esfriar e coloque a cobertura de chocolate, com a ajuda de um saco de confeitar.
Por último, salpique as raspas de chocolate.

Rendimento: 24 unidades

Texto e argumentação :Wanderchef

                                                      Experimente também:

                                                 Strudel de maçã (Apfelstrudel)
                                                                 

Molho Demi Glace

Postado por Educação Ativa segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011



Difícil um restaurante, onde não é usado o Demi Glace, seja para servir como base ou como complemento de um prato.
Originário da cozinha Francesa, o termo Glace significa algo como "esmalte" ou até mesmo "gelo".
Procedente da mistura de molho "espanhol", o molho toma forma quando são adicionados, vinho e temperos.
Vamos então a receita, passo a passo, como realmente deve ser preparada.

 Ingredientes: para o caldo base escuro.
  • 3 kg de ossos de bovino
  • 250 gr de cebola (picada)
  • 150 gr de cenoura crua (picada)
  • 2 dentes de alho (picados)
  • 10 gr salsão (picados)
  • 100 gr alho porró (picados)
  • 2 folhas de louro
  • 1 ramo de alecrim 
  • 1 ramo de tomilho
Preparo:
Leve os ossos para assar em forno, a temperatura de 200 graus, de preferência em uma assadeira, larga e não muito funda. (quanto mais fundo escuro conseguirmos melhor) 
Quando estiverem bem assados e escuros, retire-os do forno.
Retire os ossos da assadeira e leve-os para uma panela funda o suficiente para caberem os ossos e mais 5 litros de água.
Leve a mesma assadeira onde assou os ossos para o fogão em fogo brando. 
Junte a cenoura, a cebola, o salsão, o alho porró, e os dentes de alho, e doure-os neste fundo escuro que se formou na assadeira.
Assim que dourarem, jogue um pouco de água, para que a crosta que se formou na assadeira se desprenda e dê tonalidade escura aos legumes refogados.
Cubra os ossos que estavam na panela com os 5 litros de água, e junte os legumes refogados, inclusive o caldo resultante do refogado, se for o caso.
Junte o louro, o alecrim e o tomilho, e coloque para cozinhar em fogo brando.
O tempo pode variar entre 6 a 8 horas, período em que você, vai retirar constantemente a espuma, ou resíduo do cozimento, que irá se formar sobre o líquido.
Este será o tempo apropriado para ele tomar uma textura encorpada.
Após o tempo apropriado, apague o fogo, espere amornar, e com a ajuda de uma peneira de ferro ou aço, retire os ossos e peneire o líquido.
Está aí o seu fundo escuro, que deverá resultar em mais ou menos 1,5 litros.
Leve-o para esfriar, e retire a camada de gordura que irá se formar.

Ingredientes: para o molho Espanhol
  • 1,5 litro de caldo base escuro
  • 100 gr de manteiga 
  • 70 gr de farinha de trigo
Preparo:
derreta a manteiga em fogo baixo, junte o trigo, misture bem até formar uma pasta, e vá acrescentando o caldo escuro, aos poucos.
Deixe em fogo baixo até se tornar um caldo licoroso (+ ou - 10 minutos)

Ingredientes: para o Demi Glace.
  • 50 gr de cebola (picada)
  • 50 gr de cebola (picada)
  • 30 gr salsão (picado)
  • 30 gr de polpa de tomate
  • 150 ml de vinho Madeira (ou um tinto seco de boa qualidade)
  • azeite para corar o mirepoix (legumes picados)
Preparo:
Refogue os legumes no azeite, até estarem bem dourados.
Junte a metade do vinho, para deglaçar o fundo.
Acrescente o molho Espanhol, resultante do preparo anterior, a polpa de tomate, e o restante do vinho Madeira.
Conserve em fogo brando, por mais ou menos 30 minutos, peneire e leve para resfriar.
Retire a camada de gordura que ainda persistir e está pronto para servir, só ou como base para outro molho a base de Demi Glace.



Salada de Folhas Verdes com Tomate Cereja e Croutons

Postado por Educação Ativa quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


Hoje para vocês, uma deliciosa salada de folhas, regada com uma vinagrete de Aceto e Azeite, guarnecida com metades de Tomate Cereja e coberta com Croutons, deliciosos cubos de pão torrados ou fritos em Manteiga, Óleo Vegetal ou Azeite

Ingredientes: 
  • 1 mç de Alface Crespa
  • 1 mç de Rúcula
  • 1 mç de Agrião
  • 1 mç de Radichio Roxo
  • 8 Tomates Cereja
  • 6 fatias de Pão de Forma (em cubos)
  • 100 gr de Manteiga (com sal) ou Margarina Vegetal
  • 30 ml Aceto Balsâmico
  • 70 ml de Azeite de Oliva  

Preparo:
Lave as folhas, uma a uma em água abundante, e de preferência higienize-as, em uma solução clorada de, 10 ml de água sanitária dissolvida em 1 litro de água.
Rasgue as folhas, e deixe-as escorrendo em uma peneira, até o excesso de água escorrer.
Enquanto isso, aqueça uma frigideira e coloque a manteiga ou margarina para derreter.
Assim que derreter, junte os cubos de pão e vá mexendo até o pão se misturar a manteiga e ficar crocante.
Se desejar junte uma pitada de orégano.
Retire da frigideira e espere esfriar.
Corte os tomates cereja ao meio e dê uma leve temperada com sal.
Faça uma vinagrete, juntando o aceto e o azeite de oliva.


Montagem:
Em uma saladeira, vá intercalando as folhas e o tomate cereja, com os croutons.
Se desejar, intercale também, lascas de queijo minas ou parmigiano.
Por último regue com a mistura de aceto e azeite.

O que é Kobe Beef ?

Postado por Educação Ativa domingo, 6 de fevereiro de 2011


Imagina uma carne, que custa U$ 500 O kilo, essa carne é o kobe beef.
O exagero no preço, tem sua explicação.
Até o ano de 1873, era raríssimo o consumo de carne bovina no Japão, já que a religião Budista, proibia o consumo de animais com quatro patas.
Isto mudou, a partir de um decreto imperial de 1873, que liberou aos Japoneses o consumo de carne bovina.
De lá para cá, as coisas evoluíram no que se refere a qualidade, tanto na forma de criar, como na forma de comercializar o produto final.
Defensores de uma dieta, equilibrada e natural, que privilegiava a qualidade em pequenas porções, os nipônicos acabaram levando isto ao pé da letra, e transformaram o que seria uma simples carne bovina, em uma "marca" conhecida e valorizada mundialmente.
Conhecidos, por se dedicarem com afinco, em tudo aquilo ao que se dispuserem, com o gado não foi diferente.
Usados até o século XIX no trabalho agrícola, principalmente para puxar carroças e a produção de arroz, o gado da raça Wagyu, chamou a atenção de alguns arrojados agricultores, que  resolveram se dedicar a uma nova atividade... a criação de gado bovino.
Ao longo de muitos anos, foram conhecendo e aprimorando a técnica de criação da raça, que foi se tornando uma carne mais gorda, mas com um diferencial.. a gordura se espalhou de forma homogênea, característica  que lhe garante maciez e suculência.

Considerada um dos pólos da criação do kobe beef, a região de Matsusaka, está aos poucos também se tornando um pólo turístico, tamanha a quantidade de curiosos que quer ver de perto, a forma como são criados os animais.
A curiosidade também tem explicação; afinal não é em qualquer lugar que se vê um gado, tendo vida de rei.
Além de ficarem em fazendas, que mais parecem hotéis, os animais recebem diariamente, massagens, banhos com saquê, escovação no pêlo, além de alimentação especial, que consiste em cevada, maçãs e cerveja.
Vale lembrar, que se tudo ainda não for suficiente, e o gado se sentir meio "estressado", vai passar algumas horas ouvindo um pouco de música clássica.
Apesar de abocanhar, uma fatia substancial e lucrativa do mercado, o kobe beef, que foi assimilado primeiramente por endinheirados, Americanos e Australianos e depois pelo resto dos "mortais", vem enfrentando uma concorrência, que a médio prazo, vai lhe causar um certo desconforto.
O fato se deve as novas áreas de criação ao redor do mundo, principalmente em países como o Brasil, que através de cruzamentos com raças mais comuns as nossas áreas produtoras, vai em pouco tempo sufocar o comércio do corte de bovino, principalmente pelo menor preço, e pela expansão agrária brasileira.
A princípio o gado brasileiro, não apresente a mesma textura do gado Japonês, mas assim como aconteceu lá, o tempo se encarregará de diminuir e até extinguir as diferenças.
Enquanto a primeira churrascaria a servir o corte por aqui, foi a "Varanda" em São Paulo,  e a rede de restaurantes a Yakult trouxe dos Estados Unidos,( já que o Japão havia proibido a exportação do gado, visando proteger a produção local) o primeiro casal de gado Wagyu.
A algum tempo a mesma empresa comercializa, embriões e sêmen aos criadores brasileiros, que se interessaram pelo gado, fato este que possibilitou o aumento da oferta e a diminuição do preço da versão "tupiniquim" do kobe beef, quase dez vezes menor.
Enquanto em New York compra-se um hamburguer por U$ 80, em São Paulo se encontra por R$ 24, talvez por que aqui as sessões de massagem sejam mais baratas, ou porque o gado ouve "bossa nova".
Vale apena saber:
* Esta carne de aspecto "marmorizado", devido a gordura bem distribuída, também é conhecida como "ouro vermelho".
*Segundo os criadores Japoneses, a cerveja usada na dieta, serve para aumentar o apetite do gado.
*O banho de saquê, assim como a escovação, serve para manter distante  as moscas e carrapatos
* A criação nacional, já possui mais de 30 criadores, mais de 1000 cabeças de gado wagyu, e já possui até uma associação.

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